terça-feira, 25 de março de 2008

O Maquinista


Como é que se acorda dum pesadelo se não se está a dormir?

Esta é a tagline do filme "O Maquinista" com Christian Bale e Jennifer Jason Leigh. O filme é altamente dark e não recomendável à maioria das pessoas. Eu só acabei de ver (e ainda bem que acabei) porque tinha prometido ao melhor gestor de conta do mundo que ia ver, uma vez que foi ele que me arranjou o DVD para poder ver. Também consegui ver, porque a babe tinha que trabalhar, e por isso não podia ver comigo (E se pudesse teríamos visto mais um ou outro episódio do Lost...)

O Filme é alucinado e a coisa que mais confusão faz a quem vê o filme e já conhecia o Christian Bale é a magresa do homem. É impressionante. Verdadeiramente impressionante. De tal maneira que a certa altura existe uma cena onde ele aparece antes de emagrecer, e eu já quase que nem o reconheci...

Aqui fica uma foto exemplificativa, (e não, não é Photoshop, ele emagreceu aproximadamente 30 Kgs...)


Da história não posso contar muito uma vez que o filme é um Thriller, o faz com que se eu contar, vai ser difícil não estragar nada para quem pretende ver o filme. Basicamente conta a história dum homem que não consegue domrmir absolutamente nada já há um ano. A certa altura ele começa a confundir a realidade com ilusão, e começa a duvidar da própria mentalidade e de todos os que o rodeiam.

A história até está engraçada, mas é muito muito pesado e dark. Não é aconcelhável à maioria das pessoas.

Clássico - Audrey Hepburn

Ontem estava eu muito bem a fazer zapping sozinho na sala à noite, quando de repente paro o RTP Memória. Estava a dar um filme antigo com uma miúda gira. Como eu em pequenino vi o My Fair Lady umas boas desenas de vezes com o meu mano, consegui perceber que era a Audrey Hepburn a protagonista. O filme (percebi no fim) chama-se "Two For The Road" em portugues, "Um caminho para dois".




O filme é muito giro. Principalmente para pessoas casadas (sim e não só). E a maneira como está contado, é diferente do que se está habituado. Basicamente o filme conta a história de como é que um casal se conheceu numa viagem. Ao mesmo tempo que a história desta viagem se desenrola, vão passando partes de outras viagens que eles vieram a fazer mais tarde, uma pouco depois de casarem, outra depois de terem a primeira filha, e outra já mais velhos. Mostra as discussões, os ciúmes, o amorrrrrrrre, as cenas romanticas, as marcas históricas que todos os casais têm, etc. E claro, tem sempre aquelas cenas típicas de filmes, onde realmente apetece fazer parte daquele casal, para poder não só fazer o que eles fazem, como ter imaginação para isso.

No fundo, o filme não mostra mais do que a história dum casal normal como todos os outros. A mensagem está muito bem transmitida.

O filme é de 1967, portanto 11 anos antes de eu nascer, o que faz alguma confusão confesso. O filme ter 41 anos, é espantoso. Está muito giro, com graça e actual. Podia perfeitamente ser um filme feito este ano.

Para quem ia passar a noite a fazer zapping idiota, e provavelmente acabar a ver o CSI Miami cheio de cores artificiais, foi uma muito agradável surpresa. Fez-me lembrar o "My fair Lady" outro filme que eu gostei muito e que como já disse quando era pequenino me fartei de ver.

Audrey Hepburn nasceu a 4 de Maio de 1929 e morreu a 20 de Janeiro de 1993.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Sono

Estava no outro dia a pensar que tenho tido muito sono nos últimos tempos. O que me levou a pensar, os sítios onde já adormeci. E há que dizer, que alguns são bastante estranhos! A saber:

Cama (este era óbvio)
Sofá
Chão
Sentado/ deitado no Carro
Sentado na Mota (atrás, não era a conduzir)
Sentado/ deitado no Avião
Sentado no Autocarro
Sentado no Comboio
De pé no comboio
Sentado/ deitado no Barco
Na cadeira antes de entrar para o exame de código
Em pé na missa
Sentado na missa
Em pé no duche
Deitado no banho
Nas aulas
No escritório
Na retrete
Nas escadas à porta de casa (antes que venham as piadas: quando ainda era solteiro)
Sentado no hospital

é de admitir, que adormeço bastante facilmente. A ver se me lembro de mais...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

As coisas onde eu me meto...

Na sequencia da minha carta para a TAP e para os jornais, eis se não quando me telefonaram para saber se eu estava disposto a ser entrevistado. Para onde? Para o Correio da Manhã pois está claro. E no dia 26 de Dezembro, lá saiu a minha notícia no jornal. O que vale é que como saiu no dia a seguir ao Natal, ninguém saiu à rua para comprar o jornal, muito menos o Correio da Manhã. Mas eu comprei, e queria ter posto aqui, mas com a viagem à Índia, nunca mais me lembrei, até que ontem lá encontrei o jornal por acaso. E vai daí, aqui está a notícia.
Quer dizer, ninguém comprou, é capaz de ser abuso de linguagem, porque as voltas que tive de dar para conseguir comprar este jornal, foram mais que muitas, estava esgotado em todo o lado. Só depois é que a jornalista me disse que este é o jornal mais lido em Portugal, mais do que a Bola, o Record ou o Jogo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Eu bem dizia...

Toshiba anuncia fim de HD-DVD

A Toshiba anunciou o fim do formato HD-DVD, ao confirmar que vai deixar de fabricar os leitores e gravadores deste formato para filmes de alta definição. Com este anúncio, o Blu-ray deverá assumir em definitivo a liderança do sector.
( 11:32 / 19 de Fevereiro 08 )
A Toshiba confirmou, na terça-feira, o abandono do formato HD-DVD, o que significa que o formato Blu-ray deverá prevalecer como o formato standard para filmes em alta definição.Em comunicado, a Toshiba anunciou que iria deixar de «desenvolver, fabricar e vender leitores e gravadores HD-DVD», uma decisão que justificou pelo facto de terem existido «grandes mudanças no mercado».«Avaliámos o mercado tendo em conta o impacto da continuação da denominada 'guerra dos formatos da nova geração' e concluímos que seria melhor ajudar o mercado a desenvolver-se», afirmou o presidente da Toshiba, num comunicado.Atsutoshi Nishida explicou que, embora esta decisão entristeça a sua empresa e os consumidores, a Toshiba mostrou que está «decidida a utilizar o seu talento, tecnologia e propriedade intelectual para fazer da convergência numérica uma realidade».Esta decisão da Toshiba surge dias depois da Warner Bros ter decidido apoiar o formato Blu-ray, desenvolvido pela Sony e que já era apoiado por outros gigantes do cinema como a 20th Century Fox e a Walt Disney.A guerra entre o HD-DVD e o Blu-ray tinha similaridades como o conflito de formatos entre o VHS e o Beta, que surgiu no princípio dos anos 80 quando surgiram os primeiros gravadores de vídeo.Nessa altura, o triunfo acabou por sorrir ao VHS, desenvolvido inicialmente pela JVC, tendo o sistema Beta, que foi desenvolvido pela Sony, caído praticamente em desuso.

In www.tsf.pt

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

De maneiras que estou na Índia… (parte VI)

...mais precisamente… bom, desta vez menti, não estou na Índia. Saí, fui passar o fim-de-semana a aqui ao lado a Kuala-Lumpur na Malásia. Aqui ao lado é como quem diz… Ainda são 5 horas de voo… é mais ou menos a mesma coisa que estar em Lisboa e ir passar o fim-de-semana a Moscovo. Eu sei, é de loucos, mas não acredito que tenha muitas mais oportunidades de visitar este lado do globo, e como os voos aqui não são nada caros, decidimos aproveitar.

Fomos na Air Malásia, a companhia de bandeira da Malásia, e fomos muito bem servidos. Em económica, mas com ecrãs individuais onde se podia escolher o filme, fazer pause, rewind, e forward, excelente. A escolha é que não era grande coisa. Para lá não vi filme nenhum porque fizemos o voo de noite e não iríamos ter tempo para domir quando chegássemos, saímos à 0.30 e, por causa da diferença horária, chegámos a Kuala-Lumpur eram 8 de manhã. Para cá vi uns filmes pouco interessantes, um que já nem me lembro o nome, mas que é o típico filme de teenagers americano, o outro era com o Jude Law e o Maichel Cane, chamado Sleuth. Este útlimo é engraçado, mas um bocado parado, o filme passa-se todo numa casa, e o Jude Law faz de cabeleireiro que “sacou” a mulher do Maichel Cane. Depois é toda uma série de voltas e reviravoltas com jogos de manipulação de mentes. Nota 6 em 10.



Como já referi, chegámos às 8 da manhã, fomos por as coisas ao hotel e fomos passear pelo centro da cidade. Kuala-Lumpur é uma cidade feita para turistas. Tudo aquilo é feito para vender. Desde o preço baixo dos hotéis de cinco estrelas. Passando pela maior concentração de centros comerciais que alguma vez vi numa cidade. É impressionante. Existem zonas na cidade onde TODOS os edifícios são centros comerciais. Existem centros comerciais enormes dedicados exclusivamente a gadgets. E aqui meus amigos, está a minha grande desilusão da viagem. Os preços dos gadgets eram quase os mesmos que em Portugal, a diferença média rondava os 20 € nos produtos mais caros tipo iTouch e lentes para máquinas fotografias. Ora não tendo a mesma garantia que cá, acho que não se justificava. E lá adiei eu mais uma vez a minha compra dum iPod… Não comprei absolutamente nada nestas lojas.



Outro dos grandes marcos turísticos desta cidade, é o preço da comida. Fomos almoçar a um restaurante que nos tinha sido recomendado chamado YiQi. Quando lá chegámos aquilo parecia um bar do farwest fechado. Tudo aberto, entrava-se à vontade, não tinha portas era tipo um bar de rua, mas ninguém à vista. Desistimos e fomos procurar outro qualquer, quando estávamos a voltar para trás, decidimos ir pelo outro lado, e eis se não quando encontramos o verdadeiro YiQi. Nós tínhamos estado no bar que só está aberto de noite. O almoço foi fenomenal, ficámos numa salinha só para nós, e mandámos vir vários pratos, quase sem ideia nenhuma do que estávamos a pedir.



Os alimentos eram cozinhados pelas empregadas na nossa mesa. Era tudo cozido numa panela de água que estava a ser aquecida em cima da mesa, e havia vários pratos. Claro está que uns eram melhores do que outros. Eu não gostei especialmente do To-fu. Tem uma consistência manhosa, e eu uma vez tinha visto como é que aquilo se faz, na televisão, e amiguinhos, não recomendo a ninguém. Mas de resto, excelente, acompanhado com uma coca-cola cheia de gelo (eu sei que o gelo foi um risco, mas estava tanto calor lá fora e nós estávamos farto de andar, que soube-me muito, muito bem.).

Na altura de pedir a conta, confesso que estava preocupado, mas pensava, é uma vez, e tenho andado a comer tão mal na Índia, não me vou preocupar com isto. Mas quando veio, a conta era a módica quantia de 7 € por pessoa. Espetáculo.

De tarde continuámos a visitar a cidade, e a “fazer compras” que era mais a ver montras do que outra coisa.

À noite fomos jantar a um dos restaurantes rotativos mais altos do mundo, com vista claro está, para as famosas Torres Petronas.

Aqui está a foto do restaurante Kuala-Tower:


Aqui estão as fotos das Torres Petronas, de dia e de noite:






O jantar foi caro e não foi nada de especial. Era buffet, e como a maioria dos buffets, tinham muitas coisas e nada de especial. Também é verdade que estávamos mortos, tínhamos dormido pouco ou nada, e estivemos a andar o dia todo. Por isso fomos para o Crown Pricess Hotel, de cinco estrelas e muito bom e muito barato.

No dia seguinte fomos ver as Torres Petronas de perto, e são realmente espectaculares. Mesmo muito loucas. Fomos almoçar a um Japonês e comemos que nem uns alarves. Comemos mesmo muito, e bem, mesmo bom. Se fosse em Lisboa teria pago mais de 50€, como era em Kuala-Lumpur pagámos mais uma vez 7€. Excelente.

Da parte da tarde eles quiseram ir fazer um site-seeing, mas eu não tive paciência, estava farto de templos indus, por isso decidi ir vaguear por mais centros comerciais. Encontrei um, onde a se a ASAE entrasse era um ver se te avias. Tudo material de contrafacção. Relógios, canetas, tudo. Barate, barate. Comprei uma ou outra coisa para oferecer e pouco mais. Espectáculo, eu ali a deambular sozinho numa terra que não fala a minha língua. Foi giro. No fim tive de regatear com um taxista para me levar às Torres, que era o ponto de encontro, para subirmos à ponte. Paguei 2 €, o tipo estava a pedir 3€. Adoro regatear.

Acabámos a visita com a subida às torres que é “de grátix” e que é um bocado desilusão porque não se sobe até ao fim, ficamo-nos pela ponte.

Foi uma viagem sem grandes aventuras, é um facto, mas a relembrar!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Um belo discurso



Um obrigado ao meu cunhado por me ter mostrado este vídeo

PS - Eu sei que ainda estou em falta com a conclusão da viagem à Índia. Não está esquecida...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Filmes do fim-de-semana passado

Como já tinha dito, o último fim-de-semana, passeio-o a bezerrar mo hotel. Pouco mais do que dormir, piscina e umas compras aqui na rua de trás do hotel. E deu também para ver um filme e meio.

Parece mentira mas é verdade, eu deixei um filme a meio, não porque não gostei, mas porque é um filme mais giro para se ver com alguém que goste deste tipo de filmes.

O filme que ficou a meio foi o "Hitchhikers Guide to the Galaxy". Este é um filme completamente nonsense, e por isso é que é mais giro para ver acompanhado. Para nos rirmos que nem parvos. Sozinho não tem metade da graça.

O filme é baseado num livro com o mesmo nome, e conta a história de dois terrestres desde momentos antes da terra desaparecer, e os dias seguintes passados com extra-terrestres. Como eu não vi até ao fim, também não vos posso adiantar muito mais, para além de que um dos personagens ser um robot com intelegencia acima da média, mas maniaco-depressivo.



Para ver este filme, montei um escritório porreiro na banheira. Fui buscar um vidro grosso que faz de tampo de mesa do quarto do hotel, e pus a atravessar a banheira. Depois enchi a banheira com água bem quente e espuma, muita espuma. Por isso também estava quase a dormir, o que não ajuda...

O filme que vi inteiro, foi-me sugerido por dois amigos, o PatriQ e o Biologo. E é realmente um grande filme! O filme chama-se "Tropa de Elite" e é um filme brasileiro na onda do "Cidade de Deus". É excelente. O argumento é baseado em factos reais, e está extremamente bem montado. Os actores são todos desconhecidos, o que torna a coisa mais real, apesar de alguns fracos desempenhos que não fazem grande moça.

É MUITO violento, mas mostra bem a realidade que se vive nalguns sítios daquele país. A história é sobre a polícia de choque que tem de entrar nas favelas para resolver os problemas criados entre os locais, e também sobre toda a corrupção que corre na polícia brasileira. Mostra muito bem como é que se passa esta troca de interesses, e como o problema da violencia e da droga nas favelas não deverá estar resolvido tão cedo.

Gostei bastante e recomendo a toda a gente que não seja demasiado susceptível, porque faz alguma confusão.


Como diria o Biologo, CAVEIRA!!!

De maneiras que estou na Índia… (parte V)

…mais precisamente, descobrindo os sentidos. Chegado a este ponto, e tendo passado o último fim-de-semana a bezerrar no hotel, qual magnata, decidi tentar descrever aqui o que se sente por estas terras.

Aqui, todos os sentidos estão altamente apurados. Tudo é diferente. É todo um novo mundo de sentidos que se abre, mal saímos do avião. Ao contrário do que acontece com a maioria das pessoas que falei, e/ ou que vieram comigo, para mim, o primeiro grande impacto foi ao nível do tacto. A sensação de humidade/ calor é algo que, para quem nunca viajou para destinos tropicais destes, faz alguma confusão.

Para as restantes pessoas, o primeiro impacto é ao nível do cheiro. Para mim só tive este impacto passado bastante tempo, mais de uma semana depois, o que não foi mau de todo, uma vez que consegui ter uma habituação gradual. A diferença ao nível do olfacto, é das que mais necessita de esforço e habituação. É tudo muito diferente. Aqui exista a “catinga monhé” que é diferente da que as pessoas que como eu costumam ou costumavam andar de autocarro na hora de ponta em Lisboa, estão habituadas. Diferente não quer propriamente dizer melhor. Nem pensar. Diferente neste caso, quer dizer… diferente. Sim, porque o nível de desagradibilidade é bastante grande também.

Uma das alturas do dia em que se sente com mais ênfase a chamada “catinga monhé”, é quando entramos nos carros. Nós, uma vez que somos 7, temos sempre dois carros com motorista à disposição. 24 horas por dia. Geralmente estão sempre a mudar, mas de vez em quando lá há um que faz uma semanita inteira. Então descobrimos que há uns que deitam aquilo a que se pode chamar de “cheiro altamente pestilento”, o banho, ainda não percebemos a que dia é. Se é que existe um dia… E os pobres dos rapazes, para estarem disponíveis 24 horas por dia, dormem mesmo no carro. São tipo caracóis… Andam com a casa às costas. Ou, vistas as coisas de outro ângulo, trabalham a partir de casa… Por isso é que, muitas vezes quando entramos nos carros, está um cheiro difícil de aguentar. Também pudera, um tipo que não toma banho à uma semana, passa o dia a dormir num carro com as janelas fechadas (vá-se lá saber porquê, uma vez tem estado calor de ananases…) o que é que se estava à espera?

Relativamente à chamada audição, é por demais evidente as diferenças que por aqui abundam. Por lado a língua, que com os seus quase 30 dialectos, é completamente diferente do que estamos habituados na Europa. Aqui vale tudo, desde barulhos a misturar idiomas. Não é raro no meio de conversa de locais, conseguir destrinçar uma ou outra palavra em Inglês. Eles baralham isto tudo. Por outro lado, a quantidade de buzinas que se ouvem em todo o lado, são também algo incomodativas ao princípio quando se chega. Depois, já não se acorda com esse tipo de barulhos. Um outro barulho que eu também não estava habituado é o de gralhas. Se Lisboa é a cidade dos corvos (que diga-se em abono da verdade, não me lembro nunca de ter visto nenhum, sem ser na bandeira da cidade… Já pombos… sim, Lisboa devia ser a cidade dos pombos, apesar de eu nunca ter sido presenteado por nenhum pombo em Lisboa, e tê-lo sido em Copenhaga e em Londres…) Escrevia eu, que se Lisboa é a cidade dos pombos, corvos digo, Bombaim (Mumbai para os amigos) deve ser a cidade das gralhas. E só aqui é que eu percebi o sentido de chamar gralha às pessoas que não se calam. É que elas realmente fazem MUITO barulho. Mas como tudo, é uma questão de hábito.

Por falar em gralhas, no outro dia, estava eu muito bem na piscina do hotel, com os olhos fechados, a ouvir o belo canto das gralhas, e a apanhar um belíssimo banho de sol, quando de repente me passa uma sobra de avião por cima. Abri a pestana para ver o que era, e eis se não quando vejo o que para mim na altura me parecia um falcão a fazer-me uma razia que só de pensar que podia ter ficado sem um bife, até me fez tremer. (é que se há alguém a quem apetece comer um bom bife, esse alguém sou eu, e não achava nada bem o sacana do pássaro andar a comer bife de primeríssima categoria sem sequer pagar um tusto. Para isso comia eu…). Mais tarde, depois do “falcão” ter sobrevoado a psicina aí umas 10 vezes, lá me lembrei do nome do pássaro, que não é falcão nem águia (é mais pequeno) mas que agora infelizmente não me lembro do nome…

Outra coisa completamente diferente para os nossos delicados ouvidos, habituados a música ocidental e comercial, não estão habituados a este tipo de música. É muito diferente da música que se ouve pelos nossos lados. Mas dá para reconhecer as músicas que estão na moda, porque tal como em Portugal, passam umas belas centenas de vezes ao dia em todo o lado.

A visão, como seria de esperar, é outro dos grandes sentidos que tem também grande impacto. Tudo é diferente. Desde a cor das pessoas, passando pela maneira de vestir, pelas ruas, pelas árvores, pelo transito em sentido contrário, e pela maneira de falar. É curioso como é que estes senhores dizem que sim com a cabeça. Enquanto que os ocidentais levantam a cabeça repetidamente para cima e para baixo quando querem dizer que sim, e para olham para um e para outro ombro quando querem dizer que não, na Índia, para dizer que não é da mesma maneira, olham para os próprios ombros, mas para dizer que sim, abanam a cabeça como se fossem tocar com as orelhas nos ombros. Ao princípio, não é fácil estar a explicar uma coisa, e eles a abanarem a cabeça (que também indica algum sinal de respeito). Mas depois uma pessoa habitua-se.

Para acompanhar a música que falei atrás, os Indianos têm sempre um teledisco. Até aqui tudo bem, nada de novo. O que é novo, é que todos os telediscos têm o mesmo enredo. Começa com um homem a tentar “sacar” uma miúda, a miúda diz que não, o tipo insiste, ela volta a recusar, depois vem (e aqui é que a coisa diverge um bocado) ou o pai ou o irmão, a tentar defender a honra da filha. No fim, e depois de muito refrão e más actuações a tentar convencer o futuro sogro/ cunhado, o nosso herói lá consegue e miúda. O que é mais interessante no meio disto tudo são as coreografias. Não há uma música que não tenha uma qualquer coreografia manhosa. Agora por favor tentem imaginar o que é aquele enredo, misturado com coreografias de alto gabarito. Espectáculo, é uma alegria para os sentidos.

Fiz uma pesquisa rápida no youtube, e encontrei este que anda a passar muito por cá. Está com má qualidade, mas é curto, que é o que interessa.



Para quem quiser ver/ ouvir mais, basta fazer um search no youtube por music Bollywood.

Outro grande contraste que se vê bastante, tem a haver com os vestidos das mulheres por aqui. A quantidade de cor é uma coisa impressionante. E são cores com uma vida extraordinária. E quanto mais pobres são, mais sujas são as casas e os homens, mas mais cores têm os vestidos. Esta cor faz um contraste brutal com o ambiente à roda. Foi das coisas que mais me marcou. É muito muito giro.





Por fim só falta o paladar. O paladar senhoras e senhores, é o rei dos sentidos. Aqui não há nada que seja feito como na Europa. E quando digo nada, é mesmo nada. Para começar, tudo é picante, se não é picante pelas especiarias que põe, é pela quantidade de cebola. Espero que a cebola faça bem à saúde, porque este bafo que agora tenho, é bom que venha a servir para mais alguma coisa, para além de murchar as flores que os senhores do hotel, amavelmente me põe aqui no quarto. Quando a comida não é picante, o que raramente acontece, a comida tem um sabor estranho, por exemplo, ainda hoje comi um croissant de chocolate que tinha um belíssimo aspecto, mas que tinha um qualquer travo estranho.

Como aqui já tinha dito, nos primeiros dias, nada me sabia a nada, e nada me cheirava a nada. E estive assim contente e feliz durante mais de uma semana. Tudo o que eu comia não me sabia a nada, ou sabia-me a tudo, e por qualquer sítio que eu andasse, nada me cheirava a nada, ou tudo me cheirava ao mesmo. Esta situação levou a algumas situações engraçadas. Primeiro, a eterna piada do “isto é como o melhoral, não sabe bem, nem sabe mal, sabe-me tudo ao mesmo”, e depois uma situação que eu ainda todas as manhãs fico um bocado frustrado. O que se passa é que eu nos primeiros dias (aqueles onde tudo me sabia ao mesmo) ao pequeno-almoço comia sempre um prato de cereais com leite. Os cereais, eram o que em Portugal se chamam de Frosties, não são mais do que os simples KornFlakes, cobertos de açúcar. Uma bela manhã, estava eu a comer os meus queridos cereais, quando noto uma pequena diferença no sabor. Estes eram de morango. Fiquei lixado. Tinha-me enganado nos cereais. Quando fui trocar não havia dos Frosties. Nos dias seguintes também não. Foi então que virei a minha atenção para um senhor alto e com uma proeminente barriga que estava sempre ao lado da porta da cozinha. Descobri que o senhor fazia Waffles. E eu gosto muito de Waffles. A certa altura comecei a ver que nunca mais apareciam os meus queridos cereais. Foi passada aí uma semanita que se me deu o clic. Eu estivera uma semana a comer inadvertidamente os cereais de morango, mas como estava todo entupido, não me sabiam a nada… E no dia em que realmente me souberam a morango, foi o dia em que eu estava curado!

Nota (quase) final, eu não gosto muito dos termos olfato, visão, tacto, paladar e audição, é claro que preferia o cheirar, ver, sentir, saborear, e ouvir, mas achei que ficava melhor com os nomes oficiais.

Li uma vez uma frase do Leonnard Bernstein, que dizia mais ou menos isto: “Quando a inspiração vem, é excelente e corre tudo bem, mas um artista tem de procurar maneira de arranjar maneira de preencher o tempo em que ela não vem, caso contrário poderá ser uma longa espera”

Foi mais ou menos o que tentei fazer aqui. É certo que este não foi o dia mais inspirado, mas mesmo assim, tive de arranjar maneira de escrever qualquer coisa, para não perder o hábito, e a preguiça não ganhar. Sim porque por estas terras de monhés, já são quase 3:30 da manhã, e o pequeno-almoço amanhã acaba às 10.30. A piscina, mais uma vez irá estar à minha espera…

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Tunning Indiano...

Eu já tinha falado aqui do Tunning Indiano, visivel, principalmente nos taxis. Deixo agora aqui duas fotos, uma com o tunning Indiano:


a outra é esta magnífica peça de atrelado, que se vê muito nesta terra:


Se tentarem com força, ainda conseguem ver as luzinhas tipo arvore de Natal que fazem o contorno do atrelado. O atrelado é assim tipo forrada a metal. Muito bonito por sinal. Ou então não...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

De maneiras que estou na Índia… (Parte IV)

…mais propriamente em Nova Delhi, Agra, Jaipur. Pois é, no fim-de-semana passado fomos ver o tão afamado Taj Mahal! Mas até lá muita coisa aconteceu. E depois também…

Mais uma vez marcámos toda a viagem através duma agência de viagens locais a “Make my trip”, que nos foi indicada pela empresa onde estamos a trabalhar. A agência tratou de tudo (ou assim pensávamos nós) e depois de uma grande discussão à roda de como é que iríamos de Delhi para Agra (depois do avião Mumbai-Delhi), onde nós defendíamos que deveríamos ir de avião, mas que todos os locais diziam que era um disparate, deveríamos era fazer de carro, apesar de demorar entre 5 e 6 horas, optámos pela segunda hipótese, até porque era mais barata.

Partimos assim do aeroporto de Bombaim (Mumbai para os amigos) às 6h da manhã, e (como já tinha dito) tudo nesta terra demora uma hora, tivemos de sair do hotel às 4 da manhã, o que fazia uma hora de viagem até ao aeroporto, de maneira a estar 1 hora antes para fazer o check in. Lá apanhámos ao avião da JetAirwais, mais uma low-cost local, e saímos do aeroporto de Delhi por volta das 8, onde estava à nossa espera um motorista para fazer um sight seeing pela cidade, para ficarmos a conhecer, depois levarnos-ia então para Agra (cidade do Taj Mahal).

Como não tínhamos dormido (uma vez que saímos do escritório às 1 da manhã, foi ir para o hotel fazer a mala, ler um bocado para não adormecer, e ir para o aeroporto), mal entrámos no carro, adormecemos todos. Passada uma hora acordamos sobressaltados… e não é que o tipo estava a caminho de Agra?!?!?! Ao que parece não sabia do sightseeing, até nos mostrou o papel que tinha recebido, para vermos que não estava lá nada a falar disso. Mas estava, só que agora já era tarde para voltar para trás. Tivemos de seguir em frente. Delhi já fora… não acredito que consiga ver outra vez essa bela localidade.

Parámos num restaurante de berma de estrada para almoçar e sermos “roubados” pelos locais e seguimos viagem. Chegamos a Agra e lá fomos directos ao hotel por as malas para e conhecer essa nova maravilha do mundo que dá pelo nome de Taj Mahal (Coroa Palácio). Como nos tinham dito que o Taj Mahal era Very Beatiful nas noites de lua cheia, porque tudo brilhava, e no domingo iria ser lua cheia, decidimos deixar a visita para último, começando assim pelo forte vermelho que está lá ao lado.



Fomos buscar o guia que a agencia tinha arranjado que nos queria obrigar a ir visitar primeiro o Taj, e que nunca tinha feito a visita ao contrário. (basicamente só existem dois sítios para ir ver ali, o Taj e o forte e são muito perto um do outro. Cobraram-nos 1.000 merdas indianas (nome que carinhosamente adoptamos para as rupias. E.g. quanto é que custa isto? Ah e tal, 20 merdas indianas). Em números redondos, 1.000 merdas indianas são cerca de 20 €, ou na moeda antiga 4 contos. Que dói a dar, ainda para mais quando víamos que para os nativos visitarem a mesma coisa, custava apenas 20 merdas indianas, ou seja perto de 0,40 €, ou seja, 80 paus.



De qualquer maneira, ficámos a desconfiar que o guia nos ficou com dinheiro, porque os bilhetes que ele nos deu, apenas diziam 500 merdas indianas (m.i) o Taj, e 250 m.i. o forte vermelho, e nunca mais vimos o troco. Pelo sim, pelo não o homem no fim não recebeu gorjeta, ainda ficou a olhar para nós à espera, mas aqui os tugas ficaram firme se hirtos que nem uma barra de ferro a olhar uns para os outros.

Lá visitámos o forte, que é engraçado e tem umas histórias bonitas com o imperador Mongol, que tinha nada mais nada menos que 5.000 concubinas, e 3 mulheres… sem comentários.

E fomos finalmente ver o Taj Mahal. O Taj Mahal é, para quem não sabe, um mausoléu extremamente bonito, mas um mausoléu. Uma campa no fundo. Altamente trabalhado, com um mármore XPTO que não mancha e que ao que parece, abunda por estas bandas. Aquilo meus amigos deve ter dado uma trabalheira a fazer. Uma canseira. Mas que a senhora deve estar a dormir sossegada, lá isso deve estar.

Começámos a visita de dia, onde tirámos algumas chapas da praxe, e conseguimos acabar a mesma visita de noite, então com a famosa lua (quase) cheia, que deveria iluminar o Taj. Quando dissemos isto ao guia ele riu-se e disse simplesmente, de noite? Sim é muito bonita, mas é por dentro, e a essa hora está fechado, por fora vocês não conseguem é ver nada. Dito e feito.



Conclusão, aquilo é muito bonito sim senhor, que vale a pena ir lá ver se se vier à índia, disso não haja dúvida, agora vir cá de propósito… esqueçam lá isso. Mas se vierem para este lado, acho que não se deve perder, porque está realmente bem feita, e tratada. Existem inclusivamente 200 famílias a tomar conta do Taj. Famílias descendentes dos que inicialmente fizeram o Taj.



De referir que o senhor que mandou fazer o monumento, foi mandado internar pelo filho, antes que conseguisse gastar todo o dinheiro do reino. Sim porque aquilo foi feito com tudo o que de melhor havia no reino. Está-me a querer parecer que aquilo custou para cima de 50 contos.



Depois lá voltámos para o hotel Holliday Inn, não sem antes conseguir vislumbrar uma Pizza Hut no caminho, onde parámos para jantar.

Quando me deitei, adormeci imediatamente, acordando cerca de 20 minutos depois, com a guerra do Iraque em festa à minha porta. Só ouvia era barulho, barulho de foguetes, de tambores, do Tony Carreira cá da terra. Era um estardalhaço tal que eu julgava que o mundo esta em cuecas, pronto para me sujar todo com uma valente diarreia. A sério, nunca ouvi tanto barulho junto. O barulho durou cerca de 2 horas, tendo os foguetes continuado a acordar-me ritmadamente durante mais 2 horas. Acho que lançavam um a cada 5 minutos. No fundo, acho que estavam lá fora a ver se eu me passava dos carretos e desatava a praguejar palavras à janela coisas que nem eles nem eu tínhamos ouvido, ou sequer imaginado que existiam. Mas não, mantive-me firmemente na cama. Afinal não estava na minha terra e não os podia mandar fazer barulho para a terra deles...

No dia seguinte descobrimos que era uma qualquer festa de muçulmanos, que decidiram reuniram-se todos naquela noite, continuando no dia seguinte… (raios os partam).

Acordámos e fomos visitar mais umas ruínas, uma terra chamada sicrit, que é engraçada mas não tem nada de mais. O que valeu, foi esta visita ter proporcionado a minha primeira viagem de ricxó (ou tuc-tuc se preferirem). Lá coubemos os 5, e o tipo desligou aquilo na descida. Íamos largados. Gostei! Foi uma emoção diferente. Fazia lembrar quando eu era mais pequeno e punha-me a fazer descidas de bicicleta sem travões… acabava todo raspadinho. Bons tempos.



Saímos largados para Jaipur, que ao que consta é também uma bela localidade, embora, apesar de termos pago mais um sightseeing, também não conseguimos ver nada, porque a m… da festa muçulmana continuava, e tinham fechado as ruas para passarem as procissões, com as suas grandes esculturas feitas de papel e que são mais feias do que a Odete Santos acabada de acordar (ou, sejamos francos, a qualquer hora do dia).



Sendo assim ficámos parados no transito (o tão famoso transito indiano, que já aqui descrevi) para cima de um tempão. O Motorista que já de si não era muito falador, e que nós já não gostávamos muito, estava agora piurso, porque estava farto, de todo aquele movimento. Foi então que aconteceu a desgraça (pelo menos até agora foi a pior) desta viagem de 5 semanas à Índia)

Estamos finalmente a andar numa rua com poucos carros, quando de repente, eu que vinha no banco do meio (era um daqueles carros com duas filas, como nós éramos 5, ia um no lugar do morto, dois no meio e 2 atrás) só ouvi o tipo que ia no lugar do morto a gritar: CUIDADO. Só tive tempo de olhar para a frente e ver ele a desviar a cara para trás, e um esguicho amarelo a saltar para cima do vidro, ao mesmo tempo que eu ouço um barulho assim assustador. Conclui que tínhamos atropelado um porco (podia ter sido outro animal qualquer, mas não sei bem, talvez por causa da cor do líquido, pensei no porco, pensando bem até podia ser por causa da falta que me está a fazer comer uma carninha de porco ou de vaca….).

Conclui mal! Perguntei o que é que se tinha passado, e a resposta foi a que eu não queria ouvir. Tínhamos acabado de atropelar uma criança que se tinha atravessado à frente do carro. (como já expliquei, nesta terra, toda a gente se atravessa à frente de toda a gente).

Passado um bocado lá ganhei coragem para perguntar o que é que era o líquido que tinha visto. Ao que parece o miúdo tinha qualquer coisa na mão, tipo fruta ou assim, e foi isso que voou. A sensação é má. E não tinha sido eu a atropelar o miúdo… A sensação piorou, quando vimos que o motorista se estava a preparar (ao que parecia) para se ir embora. Foi então que fomos rodeados por cerca de 50 locais. A querer tirar o motorista para fora do carro, e a querer tirar a chave da ignição.

O homem sai do carro e lá consegue acalmar os ânimos, a criança entretanto estava ao colo do pai, ou de algum adulto. Trancámo-nos imediatamente dentro do carro. Senti então a pela primeira vez o que um macaco deve sentir no jardim zoológico. Era tanta gente a passar e a olhar para nós…

Passada uma hora, lá volta o motorista. Ao que parece ele deu 5.000 m.i. à família do miúdo que o levou para o hospital mais próximo.

Nota: Eu a pouco tempo antes tinha visto um prédio que deveria ter cerca de 2 andares, e não teria mais de 20m2 de terreno, com todas as janelas abertas, o qual eu diria que deveria ser um restaurante abandonado, se não fosse as letras que tinha por cima da porta. Aquilo dizia Hospital. Se foi para ali que o miúdo foi, as minhas preces estão com ele. Estão e estavam, porque o que eu rezei pelo miúdo quando aquilo aconteceu…

Depois lá conseguimos ir embora, mais transito, não conseguimos ver mais nada de jeito, para além dum elefante. E fomos por as coisas ao hotel. Quando voltámos, o motorista recusou-se a levar-nos a jantar, apontou-nos simplesmente para uma Pizza Hut ali ao lado, mesmo apesar de nós termos-lhe mostrado um papel com um nome dum restaurante indicado pelas pessoas do hotel. Insistimos, mas não deu em nada.

De maneiras que passadas 24 horas lá estava eu a comer outra vez uma pizza de peperoni, com uma cerveja KingFisher a acompanhar.



Depois ainda passámos numa loja para regatear um bocado e fomo-nos deitar, para apanhar o voo de volta na segunda e ir trabalhar. No fim, e para acabar em beleza, o avião ainda esteve a sobrevoar Bombaim (Mumbai para os amigos) durante cerca de 1 hora.

E foi assim que eu não conheci Delhi e Jaipur, mas vi o Taj Mahal. É caso para se dizer, quem ficou Mahal fomos nós.

(confessem, estavam desejosos que eu fizesse esta piada estúpida e recorrente. Ou tinham esperanças que eu a tivesse evitado?)