sexta-feira, 16 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Martim a fazer puzzle
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
BRUTALÍSSIMO

Fui ontem ver o último Batman "The Dark Knight" com o meu amigo Patriq, e tenho a dizer que é espetacular! Vale a pena ver. No cinema.
Desde as interpretações, que eu pensava que a história do Oscar póstumo ao Heath Ledger era conversa só por ele ter morrido, mas que ontem percebi que não. O último Joker é realmente fora de série. A minha única refêrencia deste personagem era a que foi feita pelo Jack Nicholson, e se formos fazer um ranking, este novo, atrás, não fica. Tudo, desde a maneira de falar, de mostrar a lingua, de revirar os olhos, as poses, os movimentos, está realmente brutal! Merece sem dúvida um oscar, assim a seco, mesmo sem ter visto a concorrencia.
Dizia eu, desde as interpretações, passando pelos cenários, pelas roupas, efeitos visuais, a história, a narrativa, tudo está pensado, e deixa um tipo agarrado à cadeira durante as quase 2,5 horas de filme.
O final está simplesmente genial. Não é o normal final dum filme de super-herois, e fica a dar que pensar. MESMO. O conceito de heroi toma todo um novo conceito com este filme. Mas é simplesmente genial.
O filme é bastante violento, e sinceramente, não percebo como é que pode ser só para maiores de 12. A violencia psicológica é brutal, sendo que o filme coloca os espectadores perante questões, às quais é bastante difícil dar uma resposta, caso fossemos nós que estivéssemos nas situações em causa.
O elenco de luxo desde Christian Bale; passando por Michael Caine, por Morgan Freeman; Gary Oldman; Aaron Eckhart e por claro está Heath Ledger, ainda dá mais elan ao filme. (Elan, grande palavra, ehehe).
Sugiro, para quem já viu o filme a crítica do Nuno Markl sobre o mesmo em:
http://havidaemmarkl.blogs.sapo.pt/367011.html
Conclusão, acho que vale a pena ver no cinema, sem dúvida!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Que cena do escafandro!
Desta vez é a cena final do filme "Sleepers" que é brutal e que me faz lembrar os meus jantares de quinta.
Com a quantidade de desistências, de imigrações (Londres, Dubai, Africa, etc), de faltas que tem havido, a cena seguinte tem-me vindo muitas vezes à memoria.
Pessoal, vamos lá a não desistir e a continuar como o grande antigamente, que é tão bom, e faz tão bem ao corpo, à mente e à alma.
Quer dizer, por um lado, ao corpo não faz muito bem, por outro come-se tão bem hoje em dia naqueles jantares graças ao cozinheiro/ banqueiro... é uma maravilha!
Quero agradecer e homenagear os meus jantares de quinta e todos os seus intervenientes.
OBRIGADO!
terça-feira, 25 de março de 2008
O Maquinista

Como é que se acorda dum pesadelo se não se está a dormir?
Esta é a tagline do filme "O Maquinista" com Christian Bale e Jennifer Jason Leigh. O filme é altamente dark e não recomendável à maioria das pessoas. Eu só acabei de ver (e ainda bem que acabei) porque tinha prometido ao melhor gestor de conta do mundo que ia ver, uma vez que foi ele que me arranjou o DVD para poder ver. Também consegui ver, porque a babe tinha que trabalhar, e por isso não podia ver comigo (E se pudesse teríamos visto mais um ou outro episódio do Lost...)
O Filme é alucinado e a coisa que mais confusão faz a quem vê o filme e já conhecia o Christian Bale é a magresa do homem. É impressionante. Verdadeiramente impressionante. De tal maneira que a certa altura existe uma cena onde ele aparece antes de emagrecer, e eu já quase que nem o reconheci...
Aqui fica uma foto exemplificativa, (e não, não é Photoshop, ele emagreceu aproximadamente 30 Kgs...)

Da história não posso contar muito uma vez que o filme é um Thriller, o faz com que se eu contar, vai ser difícil não estragar nada para quem pretende ver o filme. Basicamente conta a história dum homem que não consegue domrmir absolutamente nada já há um ano. A certa altura ele começa a confundir a realidade com ilusão, e começa a duvidar da própria mentalidade e de todos os que o rodeiam.
A história até está engraçada, mas é muito muito pesado e dark. Não é aconcelhável à maioria das pessoas.
Clássico - Audrey Hepburn

O filme é muito giro. Principalmente para pessoas casadas (sim e não só). E a maneira como está contado, é diferente do que se está habituado. Basicamente o filme conta a história de como é que um casal se conheceu numa viagem. Ao mesmo tempo que a história desta viagem se desenrola, vão passando partes de outras viagens que eles vieram a fazer mais tarde, uma pouco depois de casarem, outra depois de terem a primeira filha, e outra já mais velhos. Mostra as discussões, os ciúmes, o amorrrrrrrre, as cenas romanticas, as marcas históricas que todos os casais têm, etc. E claro, tem sempre aquelas cenas típicas de filmes, onde realmente apetece fazer parte daquele casal, para poder não só fazer o que eles fazem, como ter imaginação para isso.
No fundo, o filme não mostra mais do que a história dum casal normal como todos os outros. A mensagem está muito bem transmitida.
O filme é de 1967, portanto 11 anos antes de eu nascer, o que faz alguma confusão confesso. O filme ter 41 anos, é espantoso. Está muito giro, com graça e actual. Podia perfeitamente ser um filme feito este ano.
Para quem ia passar a noite a fazer zapping idiota, e provavelmente acabar a ver o CSI Miami cheio de cores artificiais, foi uma muito agradável surpresa. Fez-me lembrar o "My fair Lady" outro filme que eu gostei muito e que como já disse quando era pequenino me fartei de ver.
Audrey Hepburn nasceu a 4 de Maio de 1929 e morreu a 20 de Janeiro de 1993.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Eu bem dizia...
A Toshiba anunciou o fim do formato HD-DVD, ao confirmar que vai deixar de fabricar os leitores e gravadores deste formato para filmes de alta definição. Com este anúncio, o Blu-ray deverá assumir em definitivo a liderança do sector.
( 11:32 / 19 de Fevereiro 08 )
A Toshiba confirmou, na terça-feira, o abandono do formato HD-DVD, o que significa que o formato Blu-ray deverá prevalecer como o formato standard para filmes em alta definição.Em comunicado, a Toshiba anunciou que iria deixar de «desenvolver, fabricar e vender leitores e gravadores HD-DVD», uma decisão que justificou pelo facto de terem existido «grandes mudanças no mercado».«Avaliámos o mercado tendo em conta o impacto da continuação da denominada 'guerra dos formatos da nova geração' e concluímos que seria melhor ajudar o mercado a desenvolver-se», afirmou o presidente da Toshiba, num comunicado.Atsutoshi Nishida explicou que, embora esta decisão entristeça a sua empresa e os consumidores, a Toshiba mostrou que está «decidida a utilizar o seu talento, tecnologia e propriedade intelectual para fazer da convergência numérica uma realidade».Esta decisão da Toshiba surge dias depois da Warner Bros ter decidido apoiar o formato Blu-ray, desenvolvido pela Sony e que já era apoiado por outros gigantes do cinema como a 20th Century Fox e a Walt Disney.A guerra entre o HD-DVD e o Blu-ray tinha similaridades como o conflito de formatos entre o VHS e o Beta, que surgiu no princípio dos anos 80 quando surgiram os primeiros gravadores de vídeo.Nessa altura, o triunfo acabou por sorrir ao VHS, desenvolvido inicialmente pela JVC, tendo o sistema Beta, que foi desenvolvido pela Sony, caído praticamente em desuso.
In www.tsf.pt
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
De maneiras que estou na Índia… (parte VI)
Fomos na Air Malásia, a companhia de bandeira da Malásia, e fomos muito bem servidos. Em económica, mas com ecrãs individuais onde se podia escolher o filme, fazer pause, rewind, e forward, excelente. A escolha é que não era grande coisa. Para lá não vi filme nenhum porque fizemos o voo de noite e não iríamos ter tempo para domir quando chegássemos, saímos à 0.30 e, por causa da diferença horária, chegámos a Kuala-Lumpur eram 8 de manhã. Para cá vi uns filmes pouco interessantes, um que já nem me lembro o nome, mas que é o típico filme de teenagers americano, o outro era com o Jude Law e o Maichel Cane, chamado Sleuth. Este útlimo é engraçado, mas um bocado parado, o filme passa-se todo numa casa, e o Jude Law faz de cabeleireiro que “sacou” a mulher do Maichel Cane. Depois é toda uma série de voltas e reviravoltas com jogos de manipulação de mentes. Nota 6 em 10.
Como já referi, chegámos às 8 da manhã, fomos por as coisas ao hotel e fomos passear pelo centro da cidade. Kuala-Lumpur é uma cidade feita para turistas. Tudo aquilo é feito para vender. Desde o preço baixo dos hotéis de cinco estrelas. Passando pela maior concentração de centros comerciais que alguma vez vi numa cidade. É impressionante. Existem zonas na cidade onde TODOS os edifícios são centros comerciais. Existem centros comerciais enormes dedicados exclusivamente a gadgets. E aqui meus amigos, está a minha grande desilusão da viagem. Os preços dos gadgets eram quase os mesmos que em Portugal, a diferença média rondava os 20 € nos produtos mais caros tipo iTouch e lentes para máquinas fotografias. Ora não tendo a mesma garantia que cá, acho que não se justificava. E lá adiei eu mais uma vez a minha compra dum iPod… Não comprei absolutamente nada nestas lojas.
Outro dos grandes marcos turísticos desta cidade, é o preço da comida. Fomos almoçar a um restaurante que nos tinha sido recomendado chamado YiQi. Quando lá chegámos aquilo parecia um bar do farwest fechado. Tudo aberto, entrava-se à vontade, não tinha portas era tipo um bar de rua, mas ninguém à vista. Desistimos e fomos procurar outro qualquer, quando estávamos a voltar para trás, decidimos ir pelo outro lado, e eis se não quando encontramos o verdadeiro YiQi. Nós tínhamos estado no bar que só está aberto de noite. O almoço foi fenomenal, ficámos numa salinha só para nós, e mandámos vir vários pratos, quase sem ideia nenhuma do que estávamos a pedir.
Os alimentos eram cozinhados pelas empregadas na nossa mesa. Era tudo cozido numa panela de água que estava a ser aquecida em cima da mesa, e havia vários pratos. Claro está que uns eram melhores do que outros. Eu não gostei especialmente do To-fu. Tem uma consistência manhosa, e eu uma vez tinha visto como é que aquilo se faz, na televisão, e amiguinhos, não recomendo a ninguém. Mas de resto, excelente, acompanhado com uma coca-cola cheia de gelo (eu sei que o gelo foi um risco, mas estava tanto calor lá fora e nós estávamos farto de andar, que soube-me muito, muito bem.).
Na altura de pedir a conta, confesso que estava preocupado, mas pensava, é uma vez, e tenho andado a comer tão mal na Índia, não me vou preocupar com isto. Mas quando veio, a conta era a módica quantia de 7 € por pessoa. Espetáculo.
De tarde continuámos a visitar a cidade, e a “fazer compras” que era mais a ver montras do que outra coisa.
À noite fomos jantar a um dos restaurantes rotativos mais altos do mundo, com vista claro está, para as famosas Torres Petronas.
Aqui está a foto do restaurante Kuala-Tower:
Aqui estão as fotos das Torres Petronas, de dia e de noite:
O jantar foi caro e não foi nada de especial. Era buffet, e como a maioria dos buffets, tinham muitas coisas e nada de especial. Também é verdade que estávamos mortos, tínhamos dormido pouco ou nada, e estivemos a andar o dia todo. Por isso fomos para o Crown Pricess Hotel, de cinco estrelas e muito bom e muito barato.
No dia seguinte fomos ver as Torres Petronas de perto, e são realmente espectaculares. Mesmo muito loucas. Fomos almoçar a um Japonês e comemos que nem uns alarves. Comemos mesmo muito, e bem, mesmo bom. Se fosse em Lisboa teria pago mais de 50€, como era em Kuala-Lumpur pagámos mais uma vez 7€. Excelente.
Da parte da tarde eles quiseram ir fazer um site-seeing, mas eu não tive paciência, estava farto de templos indus, por isso decidi ir vaguear por mais centros comerciais. Encontrei um, onde a se a ASAE entrasse era um ver se te avias. Tudo material de contrafacção. Relógios, canetas, tudo. Barate, barate. Comprei uma ou outra coisa para oferecer e pouco mais. Espectáculo, eu ali a deambular sozinho numa terra que não fala a minha língua. Foi giro. No fim tive de regatear com um taxista para me levar às Torres, que era o ponto de encontro, para subirmos à ponte. Paguei 2 €, o tipo estava a pedir 3€. Adoro regatear.
Acabámos a visita com a subida às torres que é “de grátix” e que é um bocado desilusão porque não se sobe até ao fim, ficamo-nos pela ponte.
Foi uma viagem sem grandes aventuras, é um facto, mas a relembrar!
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Filmes do fim-de-semana passado
Parece mentira mas é verdade, eu deixei um filme a meio, não porque não gostei, mas porque é um filme mais giro para se ver com alguém que goste deste tipo de filmes.
O filme que ficou a meio foi o "Hitchhikers Guide to the Galaxy". Este é um filme completamente nonsense, e por isso é que é mais giro para ver acompanhado. Para nos rirmos que nem parvos. Sozinho não tem metade da graça.
O filme é baseado num livro com o mesmo nome, e conta a história de dois terrestres desde momentos antes da terra desaparecer, e os dias seguintes passados com extra-terrestres. Como eu não vi até ao fim, também não vos posso adiantar muito mais, para além de que um dos personagens ser um robot com intelegencia acima da média, mas maniaco-depressivo.

Para ver este filme, montei um escritório porreiro na banheira. Fui buscar um vidro grosso que faz de tampo de mesa do quarto do hotel, e pus a atravessar a banheira. Depois enchi a banheira com água bem quente e espuma, muita espuma. Por isso também estava quase a dormir, o que não ajuda...
O filme que vi inteiro, foi-me sugerido por dois amigos, o PatriQ e o Biologo. E é realmente um grande filme! O filme chama-se "Tropa de Elite" e é um filme brasileiro na onda do "Cidade de Deus". É excelente. O argumento é baseado em factos reais, e está extremamente bem montado. Os actores são todos desconhecidos, o que torna a coisa mais real, apesar de alguns fracos desempenhos que não fazem grande moça.
É MUITO violento, mas mostra bem a realidade que se vive nalguns sítios daquele país. A história é sobre a polícia de choque que tem de entrar nas favelas para resolver os problemas criados entre os locais, e também sobre toda a corrupção que corre na polícia brasileira. Mostra muito bem como é que se passa esta troca de interesses, e como o problema da violencia e da droga nas favelas não deverá estar resolvido tão cedo.
Gostei bastante e recomendo a toda a gente que não seja demasiado susceptível, porque faz alguma confusão.

Como diria o Biologo, CAVEIRA!!!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
I am Legend





quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Curto esta música!
Ao que parece faz parte da banda sonora dum filme "Once" que parece estar a fazer sucesso.
Gostei
De maneiras que estou na Índia…
É verdade que eu já não escrevia aqui no estamine, vai para cima dum tempão. Por isso agora tenho de me desforrar, e quero ver se começo a fazer um género de diário, com algumas falhas de certeza, mas a tentar relatar as coisas mais interessantes que por aqui se vão passando.
Começando pelo princípio. A viagem correu bem, consegui ver dois filmes, a saber, a versão original do Ratatui, e o Blood Diamond.

Vamos por partes, o primeiro já tinha visto grande parte, na versão portuguesa, porque a minha filha adora aquilo e passa a vida a pedir para pormos a dar o Ratatui. O filme na minha opinião é excelente! Está feito com um cuidado extraordinário. Os movimentos do rato são espectaculares, e a história está engraçada e extremamente bem contada. Recomendo a qualquer pessoa este filme, dos 1 aos 100 anos, macho ou fêmea. Está simplesmente genial!
Já o Blood Diamond, tá quieto… Gostei bastante do filme, mas é duma violência extrema, tanto visual, como emocional. Está muito bem realizado, os actores estão excelentes, e eu que nem gosto especialmente do Leonoardo di Caprio. Acho que ele nunca fez nenhum papel de jeito, que marcasse, acho que não tem grande presença. Mas acho que está bastante bem neste filme, apesar de o personagem não ter assim uma presença marcante, também acho que não era suposto ter… E por isso mesmo ele está bem no seu papel. É um filme não recomendado a menores e a pessoas mais sensíveis. Mas um booooooom filme.
Em chegando à Índia (que é uma expressão que me apraz bastante “Em chegando…”) ao que as pessoas que estão comigo me disseram, havia um cheiro estranho no ar. Eu é que não o consegui cheirar, porque fiquei com uma bruta constipação antes de sair de Lisboa, que ainda não me consegui recompor. Acho que agora já passou a sinusite, o que é deveras chato, uma vez que …. Aleija nojolhos! Mais tarde vim a perceber que para além de não cheirar, também quase não tenho paladar. Sabe-me tudo ao mesmo, apesar de a comida ser extraordinariamente condimentada, que é como quem diz, picante! Mas eu estou a gostar, apesar de me saber tudo ao mesmo. Aliás, isto já se está a tornar uma piada recorrente, alguns exemplos:
- Então, isso está bom?
- Não sei, sabe-me tudo ao mesmo…
…
- Já provaste isto?
- Já.
- E que tal?
- Não sei, sabe-me tudo ao mesmo.
…
- Achas que aquilo é bom?
- Acho que sim…(enquanto penso: faço lá ideia, sabe-me tudo ao mesmo...)
Já está na história da viagem. Isso, e o extraordinário barulho que faço enquanto me assoo violentamente a ver se deixo de ter esta dor na zona das maçãs do rosto, e das sobrancelhas (dois descritivos que gosto bastante também: maçãs do rosto e sobrancelhas), é chato, incomoda os coleguinhas, mas… tem de ser, não tem outra hipótese, por isso os meninos que se aguentem à bomboca.
Estou no Taj Mahal Palace and Tower Hotel, que é bastante conhecido, e um dos melhores de Mumbai. É bom, mas sinceramente estava à espera de melhor, é que nem um LCD tenho no quarto, mas só uma televisão à antiga. Não se faz. Tem canais simpáticos, tipo HBO, SONY, AXN, etc. Mas sempre que chego ao quarto no fim do dia, está a televisão ligada no primeiro canal, que emite continuamente um documentário sobre o hotel, que é muito, mas muito sinistro. É de arrepiar entrar no quarto escuro e ter a televisão ligada com um tipo indiano a falar… Vicissitudes da vida.
De referir que eu estou a trabalhar com o mesmo horário que em Lisboa, o que torna o jetlag ainda maior. Vamos cá passar 5 semanas, mas acho que o jetlag vai durar todo esse tempo. Mesmo agora, enquanto escrevo, são 21:21 em Lisboa, e são 2:50 aqui. O relógio só serve mesmo para baralhar. Por isso o que fazemos é tomar o pequeno-almoço o mais tarde possível, isto é entre as 10 e as 10.30 locais. Depois ou piscina (como hoje, ehehehe) ou vai-se dar umas voltas pela cidade. Ainda temos de ver, ainda estamos no princípio. Às duas começamos a trabalhar, e não almoçamos, comemos algumas coisas que os nossos amigos monhés nos vêm trazer, e que dá para aguentar até mais tarde. Pelas 19h (locais) vêm trazer o jantar. Tenho a dizer que tenho a almorroica de fora. Mais uns dias transformo-me numa grande almorroica com um pequeno Maichel lá dentro… O que não é bonito, mas são os chamados ossos do ofício.
Hoje (quarta-feira) por acaso fomos convidados pelos nossos amigos para jantar numa casa toda pipi, que a empresa tem e onde costumam levar os clientes para tomar algumas refeições mais… de negócio, pelo que só trabalhámos da parte da manhã. Ó que xatice! Comeu-se muito bem, mas a mulhanga abunda! Eles tiveram a simpatia de quase não por picante na comida. As miúdas que estão connosco, não gostam de picante… estão a sofrer… ehehe. Ontem vieram-nos entregar umas pizzas da Pizza-Hut para o jantar. Elas estavam todas entusiasmadas. Até verem na caixa: Pizza-Hot – Guaranteed Hot. E pronto, lá se foi toda a esperança de comer uma comida mais ocidental. Eu tenho a dizer que gostei da pizza, tinha pimentos e era bem boa.
Uma curiosidade que eu achei brilhante, mas que só funciona no Inverno, por causa da alteração de hora Verão/Inverno em Portugal, é que é bastante fácil sabermos a hora do outro pais, basta para isso fazer as contas. Estou a brincar! Também podem fazer as contas, tem um fuso horário de GMT + 5,30. Mas mais fácil que fazer as contas é virar o relógio ao contrário. Tem é de ser de ponteiros, porque se for digital, esquece, não funciona, ainda não percebi foi porquê!
Eu antes de vir confesso que estava um bocado apreensivo, mas depois pensava no meu sogro, nos meus tios (o meu pai graças a Deus nunca teve de ir) que passavam anos no ultramar, e em cenários de guerra, sem falar nem notícias da família. Eu aqui, consigo falar e ver com quem estou a falar, sem pagar absolutamente nada. E viva o Skype! É realmente espantoso. Se quiser falar para casa ou para o telemóvel, também posso, custa apenas 0,02 cêntimos ou 0,2 cêntimos por minuto respectivamente, o que não me parece ser um grande custo. O problema é que tenho de ter Internet, o que é verdade no escritório, mas não é tão fácil no Hotel. Aqui tenho de pagar, no escritório tenho os outros coleguinhas a ouvir as minhas conversas lamechas com os meus filhos e querida mulher. Nem tudo são rosas, e este afastamento é realmente o que mais custa nesta viagem toda.
Já cheguei a uma conclusão que me está a ajudar. “Não vale a pena pensar muito”, e isto é valido para tudo:
Não vale a pena pensar muito no que estamos a comer,
Não vale a pena pensar muito no transito que vamos apanhar,
Não vale a pena pensar muito que ainda faltam 4 semanas e meia,
Etc, etc, etc,
Ajuda a passar.
Por falar em tráfico… eu já estive em Itália, mas isto é outro campeonato, que falarei noutra altura, talvez com fotografias se conseguir. Fica só aqui um cliffhanger: Vi hoje um taxista a guiar o seu táxi, e com um pé a empurrar outro táxi… Inacreditável!!! Ah o pé, claro que estava descalço, como a maioria dos pés nesta terra.
Bom, vou-me deitar que já se faz tarde.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
The Prestige
Confesso que gostei do filme, embora me tivesse desiludido um bocado. O problema é que qualquer comentário que eu possa fazer à razão pela qual o filme me desiludiu, irá ser um spoiler para as pessoas que ainda não viram o filme.
A história está bem pensada, e é bem revelada no fim, depois de mil e uma voltas e reviravoltas. Começa com a amizade de dois mágicos e mostra a evolução de amigos até inimigos de morte, e o que por vezes se faz em nome da profissão, e tudo que se se perde em termos pessoais/ familiares por causa dessa mesma dedicação. O filme pode ser visto assim, ou pode simplesmente ser visto como uma história como outra qualquer passada no final do Sec XIX, princípio de sec XX.
Acho que é um filme que vale a pena ver. Eu é que não tenho muito mais tempo para estar para aqui a escrever que nem um parvo. :)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Filmes do fim-de-semana passado II - Lucky Number Slevin
Os diálogos estão bestiais, mas é preciso estar atento para conseguir apanhar tudo e conseguir no fim, depois do filme acabar, recapitular tudo para o filme fazer sentido. Desde o início é preciso ter atenção ao filme.
Os actores são do melhor, sendo que o papel principal é para um miúdo novo Josh Hartnett que já fez filmes com o Pearl Harbor ou o The Virgin Suicides. Mas o tipo é bom! Faz um papel do catano, está em grande, e tem graça. Depois temos os grandes Bruce Willis; Morgan Freeman e o Sir Ben Kingsley e claro tem sempre de haver a gata, que neste caso é a Lucy Liu, que era uma actriz que só me lembrava dela dos Anjos de Charlie, e que me parecia muito mais alta do que realmente é, mas que também via muito bem.
O filme vai melhorando e melhorando à medida que o tempo passa, e os diálogos são excelentes. Faz lembrar o Snatch que é também um grande, grande filme.
O melhor é não desenvolver muito mais para não estragar a quem ainda não viu. Mas para aguçar o apetite, aqui fica o trailer do filme:
Filmes do fim-de-semana passado I - PREMONITON

segunda-feira, 29 de outubro de 2007
HOT FUZZ
Na semana passada, numa das minhas habituais incursões ao universo Markliano, deparei-me com uma espécie de concurso, no qual se estavam a distribuir bilhetes de cinema aos primeiros que enviassem um mail para a Lusomundo a dizer que queríamos estar presentes na ante-estreia do filme “Hot Fuzz”. Trata-se duma comédia Inglesa, do melhor que tenho visto. A estupidez é tanta, e tão boa, que dá para mandar umas boas gargalhadas. Tem também uns valentes sustos de saltar da cadeira ao estilo dos melhores filmes de terror.
O filme conta a história dum polícia que era bom demais para estar em Londres, de maneira que os colegas decidem promovê-lo e envia-lo para uma terrinha no meio do nada, onde não acontecem crimes vai para cima de não sei quantos anos. Todas as pessoas que morrem e tudo o que acontece de mal naquela terra, é obra do acaso, do azar, etc. Até a polícia local concorda com esta abordagem, não chegando a investigar eventuais azares que tenha um ar suspeito. Até que chega o herói do filme, e que vai dar a volta à aldeia, onde afinal nem tudo o que parece é, nem todos os habitantes têm o “clean record” que aparentam.
O filme tem gags geniais, porque pega (e diga-se de passagem muito bem) em todos os tiques que os grandes filmes e séries americanas da moda. Tem cenas muito bem feitas de acção, que não fica a dever nada a um 007, tem cenas de investigação que não ficam atrás de um CSI, etc. Muito, muito bom.
Esta sessão foi uma ante estreia do filme, que não vinha para os cinemas português, até o Nuno Markl ter visto o filme e começado uma campanha para que a Lusomundo trouxesse o filme para as salas de cinemas portuguesas. E conseguiu, e diga-se de passagem, bem. Acho que vale a pena ver o filme. Se calhar não numa sala de cinema, talvez se veja bem em casa, mas é um filme diferente do que tenho visto, e apesar de estar só com três horas de sono em cima e com 14 horas de trabalho, ainda me consegui rir às 22h, e não adormecer.
Aqui fica a apresentação do filme:
domingo, 28 de outubro de 2007
Sipdermerda
De maneiras que fui hoje alugar o Spiderman 3, a pensar que iria ter um serão com um filme do catano.
Nada poderia estar mais errado. O filme mais caro de sempre, foi para mim dos piores filmes que já vi! Inacreditável, entre ter adormecido, ter chorado para que acabasse, e ter começado a fazer outras coisas durante o filme, tudo se passou.
O filme é chato, demasiado chato. É parado. Nem os espetaculares efeitos especiais salvam a honra do convento. E os efeitos são muito, muito bons, como já vem sendo hábito nas saga do homem-aranha.
O filme basicamente é uma mistura entre os filmes anteriores, com o The Mask, com o Bruce Allmigthty, e com um qualquer filme de romance manhoso.
A história é sempre a mesma, apenas mudam alguns personagens. Com a morte do avô e do pai do melhor amiogo como pano de fundo, ou seja, mais do mesmo.
Realmente o meu espírito não era dos melhores, estava cansado e com sono, mas eu gosto muito deste tipo de filmes e sería de esperar que este me chamasse a atenção e acordasse. Mas não, anda me deprimiu mais. Que bela estucha de filme.
Acho que devem haver cenas que valham a pena ver numa televisão HD 1080, com um leitor de Blue-Ray, mas o filme todo, pisga-te ó Neslon...
Basicamente quem não viu, não perde nada, muito antes pelo contrário, quem viu é que perdeu umas intermináveis 2 horas...
E eu que sou fã de filmes da MARVEL...
Pelo menos a música é boa:
sábado, 27 de outubro de 2007
Tenho sono
Diga-se que só não mandei aqueles tipos todos apanhar ervilhas, porque a coisa podia correr mal... Eis se não quando se percebe que a sessão de encerramento era o visionamento de um filme que demonstra bem (na opinião da formadora) todos os valores e... cenas que tivemos a aprender durante o último ano.
O filme era o "Remember the Titans", em Português, "Duelo de Titans" com o Denzel Washington, e da empresa do Jerry Bruckheimer (CSI's, Dejavu...). Eu já tinha visto o filme, mas um filme destes é de rever, não é que eu goste muito de rever filmes, mas quando tem de ser e o filme é bom até gosto. E este é bom! É baseado em factos verídicos, o que aumenta ainda mais o interesse. Tem algumas americanices, é verdade, como a cena da moral, mas está feito duma maneira que faz pensar. Gostei.
O filme conta a história dum treinador de futebol americano preto (ou afroamericano como eles gostam de dizer), que vai treinar uma equipa duma vila de Virginia, em 1971 quando tudo os brancos e os pretos estavam separados em tudo. Nesta altura começam a tentar fazer uma mistura. Como é obvio a coisa não corre bem de início, mas o heroi dá a volta à coisa.
Para quem não viu, recomendo, porque é um excelente filme. E agora vou-me deitar que já é tarde e eu ainda não recuperei da noitada!